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sábado, 21 de novembro de 2015

Educação para as relações Étnico-Raciais


Fonte: MEC-BRASIL

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Cafundó retrata contradições do Brasil contemporâneo

Carlos Vogt e Peter Fry relançam livro sobre comunidade rural de negros
No final dos anos 1970, o linguista Carlos Vogt e o antropólogo Peter Fry receberam, do então reitor da Unicamp Zeferino Vaz, a incumbência de investigar a veracidade por trás de uma notícia que chegara a ele por meio de um jornalista: a existência de uma comunidade rural de negros que se comunicavam por meio de uma língua africana desconhecida. Os pesquisadores partiram a campo e constataram, para sua surpresa, que a notícia procedia. “Foi inusitado chegar a uma região tão próxima de São Paulo e deparar com uma comunidade usando uma língua, na verdade, um vocabulário de origem africana, de maneira tão ativa e singular”, relembra Vogt. “Chegamos ao local com nossos gravadores de rolo e começamos a gravar a conversa com o líder, Otávio. Reconheci algumas palavras comuns nas línguas africanas”, conta Fry, que já havia feito pesquisas na África.
A comunidade, que ainda existe, chama-se Cafundó e fica em Salto de Pirapora, a cerca de 150 km da capital paulistana. Nela vivem duas parentelas, descendentes de escravos, a dos Almeida Caetano e a dos Pires Pedroso, totalizando cerca de 80 pessoas, que utilizavam em seu cotidiano a língua, denominada “cupópia”.
Durante pelo menos dez anos (1978 a 1988), Vogt e Fry frequentaram o Cafundó, dedicando-se ao estudo da comunidade e da língua. Os resultados da pesquisa se transformaram em vários artigos e, em 1996, no livro “Cafundó – A África no Brasil”, cuja segunda edição acaba de ser publicada pela Editora da Unicamp e será lançada 16 de abril, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL).
Mais do que observadores, o contato com a comunidade acabou transformando os pesquisadores em personagens de um enredo que, de certa forma, reproduz as complexidades e tensões da sociedade brasileira contemporânea.
Leia aqui a matéria completa do Jornal da Unicamp

domingo, 25 de setembro de 2011

'A prática da escravidão chegou a ser algo que demarcava as fronteiras dos estados brasileiros com os países vizinhos'


Entrevista com Hebe Mattos

'A prática da escravidão chegou a ser algo que demarcava as fronteiras dos estados brasileiros com os países vizinhos'

Marcello Scarrone
“Estamos falando de milhões de pessoas”, enfatiza Hebe Mattos, professora titular da Universidade Federal Fluminense. “Desses milhões”, ela continua, “uma quantidade enorme sequer chegava ao Brasil com vida. E muitos dos que chegavam sobreviviam por pouco tempo”. O leitor já deve suspeitar do que se trata: a vida dos escravos. Impedir que esta história caia no esquecimento tem sido a missão de Hebe Mattos, que atua nas discussões sobre o período pós-abolição, na área da história oral e, principalmente, na preservação da memória das comunidades afrodescendentes.
Leia a entrevista completa na Revista de História.com.br

domingo, 21 de agosto de 2011

Quilombos, jongos/caxambus, jovens, negros e negras, favela - Filmes do Observatório Jovem/UFF

Assista na internet aos vídeos do Canal do Observatório Jovem  no UFFtube (clique nos links abaixo para assistir)

Jovens do Palácio: cinco caminhos


Mini-DV
Duração: 57 min.
Produção: Observatório Jovem do Rio de Janeiro ( Faculdade de Educação/Programa de Pós-Graduação - UFF)
Direção: Paulo Carrano

Sinopse:
O documentário "Jovens do Palácio" é resultado de um diálogo de pesquisa com cinco jovens com idades entre 20 e 28 anos (quatro homens e uma mulher), moradores da comunidade do Morro do Palácio, Niterói. Os entrevistados participaram de projetos de arte e agenciamento cultural desenvolvidos pelo Museu de Arte Contemporânea da cidade de Niterói. Os jovens desenham mapas de seus percursos e redes de relacionamentos na cidade, narram cotidianos, histórias de vida e expectativas de futuro que revelam seus caminhos biográficos. O filme é resultado de pesquisa que inventaria modos de vida de jovens adultos moradores de favela e descreve cenas do cotidiano do morro e outros lugares da cidade frequentados pelos jovens. Estes contam sobre o bom de se viver “em comunidade”, mas também revelam as dificuldades do morar em território de favela encurralada pelo domínio territorial do tráfico de drogas e a violência de policiais. A escola, o trabalho, a maternidade, a religião e projetos de futuro são temas abordados nos depoimentos.
Apoio: CNPq e Faperj

Ano: 2011

O Fado é bom demais....
O Documentário é sobre o fado de Quissamã (Brasil), uma realização do ICS sob a direção do Prof. Dr. José Machado Pais com o apoio do Observatório Jovem/UFF e a supervisão do prof. Dr. Paulo Carrano.
"Em Quissamã, na região Norte Fluminense (Estado do Rio de Janeiro) existe um fado que remonta aos tempos dos engenhos de açúcar, «casas grandes» e senzalas. As suas origens encontram-se envoltas em mistério. Porém, no mito popularmente mais enraizado reivindica-se que «o fado é de Deus!» - por isso é dançado em cruz.  Violas e pandeiros acompanham este fado dançado e cantado, por vezes ao desafio". (José Machado Pais). 
Ano: 2010 (32':54")
FICHA TÉCNICA
TÍTULO ORIGINAL:Sou de Jongo
GÊNERO: Documentário
DIREÇÃO: Paulo Carrano
ROTEIRO: Paulo Carrano, Marcela Bertolleti, Patrícia Ramos
EDIÇÃO: Marcela Bertolleti, Paulo Carrano, Patrícia Ramos, Sarah Esteves, Luciano Dayrell, Mariana Camacho
SOM: Patrícia Ramos, Estúdio Umuarama
DURAÇÃO: 01h07min’
SINOPSE: Homens e mulheres participantes de diferentes comunidades do sudeste brasileiro, praticantes da dança do jongo, entrelaçam depoimentos sobre suas vidas e esta cultura que tem sua origem nas práticas de trabalho, festa, religiosidade e resistência de seus antepassados africanos escravizados no Brasil. Os narradores contam e cantam a cultura jongueira - seus pontos, os tambores, a dança na roda - revelando também histórias pessoais de iniciação, envolvimento, superação de preconceitos - de gênero, raça e idade - e produção cultural.
Produção Pontão de Jongo e Caxambu – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Realização Observatório Jovem do Rio de Janeiro - UFF. 
Ano: 2009


Título : Unha Preta

Duração : 25:52

Descrição : Nas vastas planícies sanfranciscanas, drenadas pelo rio Verde Grande no Norte de Minas Gerais, duas comunidades de remanescentes de quilombo: Gurutuba e Brejo dos Crioulos, revelam um tempo em que os negros que aí chegaram construíram autonomamente seu modo de vida em liberdade, como reafirma o Sr. Narciso “... eram terras de ausente”. A seu favor, os furados (ambientes rebaixados que acumulavam água no período das chuvas) infestadas pela malaria, impediram durante muito tempo que outras populações, que não as negras, vivessem aí. Assim, nestas terras de ninguém, constituiu-se um espaço territorial livre, denominado de Campo Negro da Jahyba. Esta situação mudou a partir dos anos 1960, quando o governo, por meio de políticas de desinsetização e subsídios para empresas agropecuárias, dá partida ao processo de expropriação que expulsa milhares de famílias de seus locais de origem. Neste documentário alguns representantes dessas populações que vivem encurraladas em pequenos espaços de terra, expressam lucidez quanto aos valores de sua cultura e nos contam suas vidas e seus anos de luta pelos direitos étnicos.

Realização: Comissão Regional de Povos e Comunidades Tradicionais; Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas. 
Colaboração: Observatório Jovem/UFF




"Deixa a Moreninha passear" 

Documentário de pesquisa realizada para trabalho final do Curso de Pedagogia
Autora: Priscila da Cunha Bastos
Orientador: Prof. Paulo Carrano
Grupo de Pesquisa Observatório Jovem do Rio de Janeiro/UFF
Ano:2006
Local do filme: Quilombo São José da Serra - Valença - Rio de Janeiro






Duração: 17' 10"

Produção: Observatório Fundiário Fluminense e Observatório Jovem da UFF
Direção acadêmica: Ana Maria Motta Ribeiro Motta e Paulo Carrano
Filmagem: Ana Beatriz e Silva, Flávio Serafini, Lila Almendra e Luciano Dayrell
Edição: Ana Beatriz e Silva, Lila Almendra e Luciano Dayrell
Duração: 16 minutos
Formato: Digital Mini-DV
Sinopse
A comunidade da Marambaia ocupa esta Ilha, no litoral de Mangaratiba-RJ, há mais de 100 anos, constituindo um território étnico onde vivem descendentes diretos ou indiretos de negros escravizados que ali aportavam por ser a ilha um dos pontos de desembarque do tráfico negreiro. Nas últimas três décadas, desde que a ilha foi declarada Área de Interesse Militar, a comunidade tem vivido conflitos com uma base da Marinha de Guerra. Os moradores lutam para garantir o direito coletivo ao território por meio legais junto ao poder público e estabelecem estratégias de conscientização através do trabalho de resgate cultural e auto-reconhecimento. O filme “É minha terra...” registra a expectativa de jovens e antigos moradores que buscam se reconhecer na cultura e na tradição sem perder de vista os desafios do presente e a construção de projetos para o futuro que passam pelo desenvolvimento comunitário e a preservação do patrimônio ambiental da ilha.

Bracuí: Velhas lutas, jovens histórias

“Em Angra dos Reis, às margens da rodovia Rio-Santos encontra-se a comunidade quilombola Santa Rita do Bracuí. Desde os anos 1960 os moradores travam luta contra grileiros e condomínios de luxo para se manter nas terras que herdaram de seus antepassados. Antigos e jovens moradores compartilham memórias, experiências e projetos e se associam para a conquista da titulação da terra como território quilombola e para construir alternativas de desenvolvimento comunitário. As narrativas revelam o processo de construção de identidades negras e quilombolas que não se faz sem contradições e não é vivido da mesma maneira por todos. No diálogo intergeracional, os jovens e as jovens do quilombo revelam o compromisso com a herança que envolve a continuidade da luta e a renovação da cultura da dança do jongo”.
Duração: 43'
Ano: 2007

Se eles soubesssem.... 


Descrição : O Vídeo-documentário revela experiência escolar que aponta para a valorização da cultura negra.
Duração : 29:11
Ano: 2006


Tio Mané (Quilombo São José da Serra)
Sementes da Memória

Descrição : O filme acompanha o cotidiano de trabalho e o lazer de jovens da Comunidade de Remanescentes de Quilombos São José da Serra, localizada no município de Valença/RJ. A comunidade é conhecida pela dança do jongo originada em terreiros de escravos. O documentário trata das relações entre tradição e inovação cultural que os jovens estabelecem com os mais velhos e da luta pela conquista de direitos: à titulação da terra, à educação e ao trabalho. Os jovens e as jovens do quilombo se apresentam nas fronteiras entre o tradicional e o moderno, o campo e a cidade, individualidades e identidades coletivas.
Duração : 45:57
Ano: 2006

Educação Quilombola


A palavra quilombo tem origem na língua banto e se refere a um tipo de instituição sociopolítica militar conhecida na África Central, mais especificamente entre Angola e a atual República do Congo.

No Brasil escravocrata a palavra foi usada para designar comunidades organizadas por escravos negros fugidos, mas que também abrigavam índios e brancos pobres. Um dos quilombos mais conhecidos é o de Palmares, situado no interior de Alagoas, num local de difícil acesso. Formou-se por volta de 1595, ocupando um espaço territorial equivalente a um terço de Portugal, com cerca de 30 mil pessoas, lideradas por Zumbi dos Palmares. Possuía, além de casas, oficinas, olarias, templos religiosos, plantações e um conselho político e de defesa.

Os quilombos eram sociedades organizadas que plantavam o que precisavam comer, tinham hierarquia e eram livres para manifestar suas crenças, sua cultura.

Somente com a Constituição de 1988, o governo brasileiro reconheceu a legitimidade das comunidades remanescentes de quilombo e abriu o espaço legal para que elas lutassem pela posse coletiva de suas terras. Atualmente, existem cerca de 1436 comunidades remanescentes de quilombos, que abrigam cerca de 1 milhão e 300 mil brasileiros, em dados recentes da Fundação Palmares.

Continua. Leia mais na página do Projeto A Cor da Cultura.